BNCC e artes visuais: diretrizes para as escolas
A Base Nacional Comum Curricular reconhece as artes visuais…
16 de janeiro de 2026
LEIA MAIS
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma condição neurobiológica que se manifesta ainda na infância. Estudos estimam que entre 3% e 5% das crianças em idade escolar convivem com esse transtorno, que impacta tanto o desempenho acadêmico quanto a convivência social. Identificar sinais desde cedo é essencial para oferecer o acompanhamento adequado e garantir que a criança ou o adolescente desenvolva suas habilidades de forma plena.
O TDAH costuma se apresentar em dois grandes grupos de sintomas: desatenção e hiperatividade/impulsividade. Algumas crianças demonstram mais dificuldade de concentração, enquanto outras exibem comportamentos de agitação intensa, e há ainda aquelas que combinam os dois perfis.
Na desatenção, a criança pode apresentar dificuldade em manter o foco por muito tempo, esquecer instruções simples, perder materiais escolares com frequência ou não concluir atividades iniciadas. Já na hiperatividade e impulsividade, é comum observar inquietação constante, dificuldade em permanecer sentado por períodos mais longos, fala em excesso e atitudes tomadas sem refletir sobre as consequências.
Esses sinais devem ser avaliados com cautela, já que fazem parte do desenvolvimento infantil em diferentes fases. A diferença está na intensidade, frequência e impacto que esses comportamentos causam no cotidiano da criança ou adolescente.
Na escola, o TDAH pode se refletir em problemas de rendimento acadêmico e de relacionamento com colegas e professores. Crianças com dificuldade de atenção tendem a se distrair facilmente durante explicações ou ao realizar tarefas, o que compromete o aprendizado de conteúdos básicos. Já aquelas com hiperatividade podem interromper colegas, levantar-se sem permissão em sala de aula ou demonstrar impaciência em atividades que exigem espera.
“É importante que pais e educadores observem não apenas a intensidade dos comportamentos, mas também como eles se repetem em diferentes ambientes, como escola e casa”, afirmam educadores do Colégio Anglo Itapetininga, no interior de São Paulo. A constância dos sinais é um dos pontos que auxiliam no diagnóstico clínico.
O diagnóstico do TDAH é sempre clínico e deve ser realizado por especialistas, como neurologistas, psiquiatras ou psicólogos habilitados. Não há um exame laboratorial ou de imagem específico para detectar o transtorno. O processo geralmente envolve entrevistas com os pais, questionários respondidos por professores, observação direta da criança e análise do histórico comportamental.
Para ser considerado TDAH, os sintomas precisam estar presentes em pelo menos dois ambientes diferentes — como escola e casa —, antes dos 12 anos de idade, e persistirem por pelo menos seis meses. Outro critério essencial é que esses sinais causem prejuízos claros no desempenho escolar, nas relações sociais ou no convívio familiar.
Na adolescência, o TDAH pode ganhar novas formas de manifestação. Além da desatenção e da inquietude, é comum o surgimento de problemas relacionados à baixa autoestima, maior dificuldade de organização, esquecimento em compromissos e até comportamentos de risco, já que a impulsividade pode levar a decisões precipitadas. Questões emocionais, como ansiedade e frustração, também podem se somar aos desafios diários.
“Quando não há o devido acompanhamento, o adolescente pode sentir que não é capaz de realizar tarefas que para os colegas parecem simples, o que gera insegurança”, ressaltam educadores do Colégio Anglo Itapetininga. A compreensão da família e dos profissionais que convivem com o jovem é decisiva nesse momento.
Embora o tratamento seja de responsabilidade de profissionais da saúde, existem estratégias que podem auxiliar no dia a dia de crianças e adolescentes com TDAH:
Rotina estruturada: horários bem definidos para estudo, lazer e descanso ajudam a organizar o tempo.
Divisão das tarefas: dividir atividades longas em pequenas etapas evita a sobrecarga.
Ambiente sem distrações: minimizar estímulos externos, como barulho e eletrônicos, durante os estudos.
Reforço positivo: valorizar conquistas, por menores que sejam, contribui para a motivação.
Parceria escola-família: a comunicação constante entre professores e responsáveis favorece intervenções mais eficazes.
Além dessas estratégias, a prática de exercícios físicos e atividades artísticas pode auxiliar na redução da ansiedade e no aumento da concentração.
O tratamento do TDAH é individualizado e pode envolver tanto o uso de medicamentos quanto intervenções psicoterápicas. O metilfenidato é um dos fármacos mais utilizados no Brasil, mas sua indicação depende de avaliação médica criteriosa. A terapia comportamental, o acompanhamento psicopedagógico e, em alguns casos, o apoio da fonoaudiologia, são recursos que podem ajudar no desenvolvimento global da criança ou do adolescente.
O acompanhamento contínuo é fundamental, já que os sintomas não desaparecem de forma espontânea, mas podem ser controlados e amenizados. Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, maiores as chances de a criança aprender a lidar com suas dificuldades e potencializar suas habilidades.
Pais e responsáveis muitas vezes enfrentam sentimentos de dúvida ou até de culpa ao perceber que a criança apresenta sinais relacionados ao TDAH. Nesses momentos, a informação correta e o acolhimento são aliados importantes. Compreender que se trata de uma condição neurobiológica e não de falta de disciplina ou de esforço pode aliviar tensões e direcionar a busca por ajuda profissional.
Outro ponto relevante é a conscientização da comunidade escolar e social. O estigma em torno do TDAH ainda é presente, e desmistificar a condição é essencial para que crianças e adolescentes se sintam incluídos, respeitados e apoiados.
O TDAH é um transtorno complexo, que exige sensibilidade no olhar de pais, professores e profissionais da saúde. Identificar os sintomas desde cedo permite intervenções mais eficazes e melhora significativa na qualidade de vida da criança ou do adolescente. Com acompanhamento adequado, estratégias educativas e apoio emocional, é possível transformar desafios em oportunidades de crescimento.
Para saber mais sobre o TDAH, visite https://tdah.org.br/sobre-tdah/o-que-e-tdah e https://pequenoprincipe.org.br/noticia/tdah-o-que-e-e-sintomas-criancas-e-adolescentes
A Base Nacional Comum Curricular reconhece as artes visuais…
16 de janeiro de 2026
LEIA MAISPintar um quadro, cozinhar uma receita nova, costurar, montar…
14 de julho de 2025
LEIA MAISA entrada no ensino médio costuma trazer mudanças perceptíveis…
7 de agosto de 2026
LEIA MAIS