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O sedentarismo na infância aparece quando a criança passa pouco tempo em movimento e concentra boa parte do dia em atividades como televisão, celular, videogame e computador. Esse padrão interfere no gasto de energia, reduz oportunidades de desenvolvimento motor e pode trazer efeitos para a saúde física, emocional e até para a disposição nas atividades escolares.
O problema costuma ser percebido no cotidiano. A criança pode demonstrar cansaço em brincadeiras que exigem correr, pular ou caminhar mais; pode preferir sempre atividades sentadas; e, em alguns casos, apresentar ganho de peso acima do esperado. Quando esse comportamento se mantém por longos períodos, o risco de obesidade infantil aumenta, assim como a possibilidade de dificuldades respiratórias, dores articulares e impacto na autoestima.
Na avaliação dos Educadores do Colégio Anglo Itapetininga, de Itapetininga (SP), combater o sedentarismo exige observar a rotina real da criança, e não apenas momentos isolados de lazer. “Quando o movimento deixa de fazer parte do dia a dia, os prejuízos não aparecem só no corpo. Isso também pode interferir na disposição, na convivência e no acompanhamento das atividades escolares”, observam.
Quando o tempo de tela começa a pesar
O aumento do tempo de tela é um dos fatores mais associados ao sedentarismo infantil. Isso não significa que toda tecnologia seja um problema por si só, mas o excesso reduz o tempo disponível para brincadeiras ativas, esportes e deslocamentos que ajudam a criança a se movimentar ao longo do dia.
Em muitos casos, o comportamento sedentário se soma a uma alimentação pouco equilibrada, com consumo frequente de produtos ricos em açúcar, gordura e ultraprocessados. Essa combinação ajuda a explicar por que o sedentarismo está tão ligado ao avanço da obesidade infantil. Não se trata apenas de uma questão estética. O excesso de peso na infância pode aumentar o risco de hipertensão, diabetes tipo 2, sobrecarga nas articulações e dificuldades respiratórias.
Também é preciso considerar o impacto emocional. Crianças com pouca atividade física e alterações importantes de peso podem enfrentar insegurança, dificuldade de socialização e pior percepção da própria imagem. Esses fatores não aparecem da mesma forma em todos os casos, mas merecem atenção de pais e educadores.
O que família e escola conseguem fazer
A prevenção do sedentarismo não depende de uma medida única. O resultado costuma vir de uma rotina organizada, com limites claros para telas, incentivo a brincadeiras ativas e participação dos adultos. Uma criança dificilmente se torna mais ativa apenas por ouvir recomendações. Ela tende a responder melhor quando o movimento faz parte da vida da casa e da escola.
Isso inclui passeios a pé, brincadeiras ao ar livre, participação em esportes, dança e outras práticas compatíveis com a idade. O importante é que o corpo esteja em movimento com regularidade. Os Educadores do Colégio Anglo Itapetininga destacam que o estímulo precisa ser concreto e contínuo. “A criança precisa encontrar, na rotina, tempo e espaço para se movimentar. Esse incentivo funciona melhor quando família e escola tratam a atividade física como parte da formação e do cuidado com a saúde”, afirmam.
A escola contribui quando valoriza as aulas de Educação Física, amplia experiências corporais e ajuda os alunos a entender por que o movimento é importante. Já a família tem papel decisivo na organização da rotina fora do ambiente escolar, especialmente em horários de lazer, fins de semana e férias.
Sinais que merecem atenção
Nem sempre o sedentarismo é percebido logo no início. Às vezes, ele aparece de forma gradual: menos interesse por brincadeiras físicas, maior resistência para caminhar, preferência quase exclusiva por telas, cansaço rápido e dificuldade para acompanhar atividades que exigem coordenação e deslocamento.
Outro ponto de atenção é quando a criança passa a maior parte do tempo livre sentada ou deitada. Isso pode indicar uma rotina com poucas oportunidades de movimento. Nesses casos, observar hábitos de sono, alimentação e disposição ajuda a entender melhor o quadro e a decidir quais ajustes são necessários.
Vale lembrar que o objetivo não é cobrar desempenho esportivo nem transformar toda atividade física em obrigação. O foco está em reduzir o tempo de inatividade e ampliar situações em que a criança se movimenta de forma natural e frequente.
Combate ao sedentarismo depende de rotina
Reduzir o sedentarismo infantil envolve escolhas práticas. Limitar o tempo de tela, oferecer alternativas de lazer ativo, organizar horários, incentivar deslocamentos curtos a pé quando possível e incluir a família em atividades físicas são medidas que contribuem para mudar o comportamento ao longo do tempo.
A criação de espaços seguros para brincar também faz diferença. Parques, praças, quadras e áreas abertas favorecem o movimento e ajudam a criança a associar atividade física a convivência e diversão. Quando esse ambiente não está disponível todos os dias, pequenas mudanças na rotina já podem ajudar, como reservar períodos sem tela e propor atividades fora do padrão mais sedentário.
O sedentarismo infantil exige atenção porque pode comprometer saúde, desenvolvimento motor e bem-estar. Quanto mais cedo pais, educadores e gestores percebem os sinais e organizam respostas práticas, maiores são as chances de reduzir o problema antes que ele se consolide como hábito.
Para saber mais sobre sedentarismo, visite https://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/obesidade-infantil.htm e https://www.pastoraldacrianca.org.br/obesidade/sedentarismo-infantil
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